Fazer um jornal,
atualmente, já não é uma tarefa das mais fáceis. A diminuição de leitores cada dia mais toma grandes
proporções. Afinal, quem prefere comprar um impresso,
grande, de difícil manuseio, sendo que há a opção de
se “informar” através de um similar no formato “trablóide”.
Outro fator da diminuição, são as opções de mídia.
Hoje, não é necessário folhear e sujar as mãos para
obter notícias do dia anterior, assistir noticiários
televisivos, ouvir no rádio (que é mais rápido que a
TV) ou mesmo optar pela internet, que atualiza suas
notícias a cada segundo.
O público consumidor de jornais no Brasil possui um nível de escolaridade alto. Por
este motivo, parte dele migrou para os outros meios de
comunicação. Outro fator que impede o crescimento do
impresso é o novo público. Os assinantes de periódico
têm, em sua maioria, mais de 40 anos de
idade, habituados à leitura deste material. E o “novo
consumidor” esta perdendo o hábito da leitura de
informação, no impresso e optando pela internet e
outros meios.
Uma boa tática mercadológica, é atrair os jovens e resgatar antigos leitores, e claro, manter
os atuais. Para isso acontecer, a medida de reformular
o projeto editorial e gráfico dos jornais é
necessária. Os títulos devem
ser atrativos e explicativos; as infografias coloridas
e informativas, as artes do jornal também
devem acompanhar mudanças (visualmente falando), além
de passar a informação de forma curta e clara. Assim, a
diagramação do impresso deve acompanhar as mudanças,
para atrair.
O jornal deve conversar com o leitor, e não só
estipular números e fatos. E quando der uma opinião da
empresa, deve deixar bem clara qual é a intenção, para
não gerar dualidade na informação.
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* Alcendino Neto é estudante do 7º período de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte. Tem especial interesse por histórias do cotidiano, artes e cultura. |

