Tradição belo-horizontina
Já que Minas não tem mar eu vou para o bar e em BH eu vou para o clube...Beatriz Faria
Muitos mineiros proclamam por ai a seguinte expressão “já que Minas não tem mar eu vou para o bar”. Esta frase ficou famosa pela tradicional atividade de lazer dos mineiros, que é freqüentar bares, restaurantes, botecos e afins. A capital mineira promove até o Festival Comida de Buteco, que tem suas ramificações também nas cidades do interior de Minas.Nos 112 anos de existência de Belo Horizonte é normal encontrar uma gama de clubes, com praticamente a mesma importância histórica da cidade. Os clubes de futebol, por exemplo, enriquecem esta história. No ano passado, o Clube Atlético Mineiro comemorou o seu centenário. O América Futebol Clube festejará seu centenário daqui a três anos. O Cruzeiro Esporte Clube vem logo a seguir, já que hoje tem 87 anos. Os três tem como principal objetivo o futebol, mas todos trazem ao longo de suas histórias o atendimento ao sócio/torcedor.
Mas para contornar a falta das águas salgadas, os mineiros encontraram outro caminho, os clubes sociais que se tornaram pontos de lazer para as atividades de finais de semana e feriados prolongados, além de encontros sociais. Nos primeiros anos da capital mineira, a monotonia forçou aos jovens da equipe criarem agremiações, os clubes sempre em busca de diversão.
A capital mineira hoje tem cerca de 40 clubes, segundo informações da Federação dos Clubes do Estado de Minas Gerais, onde os mineiros passam boa parte de suas vidas, seja nas piscinas, nas academias e/ou nos cursos de esportes. Os finais de semana na capital mineira são marcados pelos deslocamentos de pessoas em buscas das piscinas, além é claro de suas belas cachoeiras, numa das principias fontes de lazer de sua gente.
Um dos mais clássicos e antigos clubes da capital mineira surgiu em 1925. O Automóvel Clube tinha o propósito de reunir amantes do automobilismo e se tornou um espaço de encontro das famílias mineiras tradicionais.
Em 1935, surge o Minas Tênis Clube, no bairro Santo Antônio. O Clube hoje possui quatro unidades e promove além do lazer, atividades culturais educacionais e esportivas.
Na Pampulha, encontramos mais dois tradicionais clubes. O PIC e o Iate.O PIC surgiu na década de 50 para ser mais uma opção de lazer aos belo horizontinos que só tinham o Minas e o Automóvel como pontos de encontros. O Iate Tênis Clube foi projetado junto a todo o complexo da Pampulha que ainda reúne pontos turísticos como a Casa do Baile a Igreja de São Francisco.
O Olympico Clube que nasceu na década de 40 teve sua primeira sede na
Esses são alguns dos tradicionais clubes de Belo Horizonte que com seus mais de cinqüenta anos, além de comporem a memória da capital mineira, ainda fazem parte da história de muitos belo-horizontinos.
Linha do Tempo