Os profissionais da imprensa vivem a ansiedade da obrigatoriedade ou não do diploma de jornalismo para o exercício da atividade. De um lado, os que defendem, e estes com certeza são os que passaram quatro anos nas cadeiras das universidades se qualificando para o jornalismo. Já outros não veem necessidade da qualificação acadêmica, posição argumentada com base em que a técnica não é suficiente e, portanto, não deve ser critério para o trabalho de jornalista, pautado somente pela experiência de muitos anos e o talento. Este último, que, talvez, tenha mais valia quando definimos o que “vamos ser quando crescer”, ou seja, quando descobrimos nossas inclinações e partimos em busca da lapidação.
Apontados os dois lados, como sempre devemos fazer - nós que cursamos o jornalismo aprendemos isso na cadeira acadêmica – surge a questão: por que todo profissional que obteve o direito do livre exercício do trabalho necessita de um diploma que o qualifique tecnicamente e o jornalista não? Que preconceito é esse com esta profissão?
Falamos do quarto poder da comunicação, e daí pode vir uma resposta para o preconceito com relação ao jornalista. Esta situação se traduz em medo. É só verificar de onde vêm as opiniões contrárias ao diploma. Políticos e empresários, ou os que se reprimem por conta de seus empregos. Estes têm claramente definido que a comunicação é o quarto poder de uma nação. É por ela que o povo toma conhecimento da situação de seu país. E como muitos destes têm “culpa no cartório” é melhor cortar pela raiz a possibilidade de se formar cada vez mais jornalistas qualificados para continuar a mostrar a imagem denegrida que eles mesmos construíram sobre si.
Enfim, não há motivo que convença sobre a não obrigatoriedade do diploma do jornalista. Afinal, é uma profissão como qualquer outra e que, além disso, é tão importante para a democracia de um país onde todos têm direito à informação. Ou seja, ainda sendo uma profissão, o jornalismo também é uma atividade social e que, portanto, é importante para a sociedade. Sendo assim, onde vai estar a responsabilidade social dessa profissão? Nas mãos de profissionais técnicos que terão condições de dar uma informação idônea e de qualidade. A qualificação, assim como a educação, sempre será importante para o desenvolvimento de um país. Trata-se, portanto, de observar quem está mesmo preocupado com o desenvolvimento do país.
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* Beatriz Faria é estudante do 7º período de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte. Tem especial interesse por política, cultura e esportes . Escreve também para o site www.minastenisclube.com.br e para a Revista do Minas. |

