O amor sempre foi tema de grandes histórias. De tragédias como Romeu e Julieta, que terminou com a morte deles em nome do amor. Ele é algo que não tem explicação. É calmo e ao mesmo tempo avassalador. Faz-nos sorrir e chorar, às vezes ao mesmo tempo. Ele chega e se instala sem pedir licença, toma conta de toda nossa emoção e pensamentos. Na mitologia encontramos a explicação de por que o amor é assim tão incontrolável. Um deus chamado Cupido ou Eros anda sempre com seu arco e flecha para disparar sobre o coração de homens e deuses. Por isso o amor chega de repente. Em nome do amor muitas loucuras já foram cometidas. Quem nunca “pagou um mico” por estar apaixonado? Quem nunca foi flagrado beijando escondido? Quem nunca mentiu para sair e encontrar a pessoa amada? Sou da época do beijo roubado, do namorico no escurinho do cinema, demonstrações de amor bem planejadas e comedidas.
As coisas hoje são bem diferentes. O que chamávamos de amor, agora é sexo e vice-versa.
E como tudo na vida muda, se renova, as maneiras de fazer sexo ou amor, também sofreram modificações. As fantasias sexuais reprimidas na minha época, hoje são divulgadas e comercializadas com aparatos, roupas, músicas, vídeos, lugares inusitados para se fazer o amor. Para viver um grande amor não basta seguir o que o “poetinha” Vinícius de Morais descreve em seu poema, como saber fazer sopinhas, ovos mexidos, uma rica e gostosa farofinha, para depois do amor. As pessoas hoje querem fazer tudo as pressas, de qualquer maneira, em qualquer lugar.
Na Noruega um jovem casal foi flagrado fazendo amor no carro. Até ai nada demais. Mas o carro estava em movimento. Em movimento a exatamente 133 Km/h. O carro serpenteava na estrada enquanto o amor corria solto lá dentro. Como é que eles conseguiram se concentrar a ponto de sentir prazer? Isso nem o Cupido pode explicar. Acho que ele nunca imaginou o que suas flechinhas iam causar nas pessoas no século XXI.
Citando, novamente, Vinícius de Morais, “para viver um grande amor é preciso ter muito peito, peito de remador, para viver um grande amor”. E vamos considerar, os noruegueses mostraram que tem.
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*Elizabeth Guerreiro é estudante do 7º período de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte. Tem especial interesse por histórias do cotidiano, artes e cultura. |

