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Crônica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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As manobras do cidadão brasileiro

Por Thais Drummond
thaisdrummond@hotmail.com
 

O valor do novo salário mínimo, de R$465, passou a valer a partir do dia 1º de fevereiro deste ano. Hoje, resolvi falar sobre o assunto.   É impossível que o cidadão brasileiro possa comprar alimentos, pagar aluguel, se vestir dignamente e sustentar filhos com esse salário.

De acordo com o capítulo II dos Direitos Sociais da Constituição da República, o salário mínimo fixado por lei deve ser capaz de atender às necessidades básicas do trabalhador e de sua família, incluindo gastos como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, higiene e vestuário. Obviamente, estamos longe de ter um mínimo que sacie essas necessidades.

O novo salário mínimo continua ridículo como o anterior e todos os outros. Desta vez o reajuste  foi de 12,05% sobre os R$415 pagos até então, mas o aumento real, descontada a inflação, foi de apenas 6,39%. O  presidente Lula se esforça, já que pegou o governo com um salário ainda mais non sense. Será difícil chegar a um valor digno neste segundo mandato.

O governo também lançou uma proposta de uma política constante de reajustes até 2023. O projeto implica em aumentar anualmente o salário mínimo pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor e dar mais um acréscimo, a título de aumento real, equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto do país.

Assim, espera-se que todo trabalhador ganhe ao menos uma quantia que lhe dê condições de viver, e não apenas de sobreviver, como é feito hoje em dia.

A idéia é boa. O Brasil realmente precisa  de um plano de reajuste que valorize a mão- de- obra nacional. É claro  que não é possível acabar com  a defasagem do salário mínimo a curto prazo, mas também não se  pode esperar quase duas décadas para que isso ocorra.

É necessária uma medida rápida  que ofereça ao menos condições para que o trabalhador sacie suas necessidades básicas, como exige a Constituição. O brasileiro tem pressa para viver!

 


* Thais Drummond é estudante do 7º período de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte. Interessa-se  pelas áreas de artes, cultura, culinária e jornalismo investigativo.