Doze Homens e uma Sentença (1957)
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Sinopse
O longa apresenta a história de doze homens que são convocados a julgarem por unanimidade um crime de homicídio, no qual o réu é um adolescente de 18 anos. O jovem é suspeito de matar o próprio pai. O juiz passa a decisão de inocentar ou incriminar o réu para um júri, composto por homens com personalidades bem distintas.
Ficha técnica:
Título Original: 12 Angry Men
País: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Sidney Lumet
Elenco: Martin Balsam, John Fiedler, Lee J. Cobb, E.G. Marshall, Jack Klugman, Edward Binns, Jack Warden, Henry Fonda, Joseph Sweeney, Ed Begley, George Voskovec, Robert Webber, Rudy Bond, James Kelly, Billy Nelson
Duração: 96 min.
Distribuidora: 20th Century Fox.
Site oficial: http://www.mgm.com/title_title.php?title_star=TWELVEAN
Trailer: http://www.mgm.com/title_clip.php?title_star=TWELVEAN
júri popular
júri militar
nenhuma opção
A Palavra Final
Crítica do filme Doze homens e uma sentençaLaíze Souza (7º período Unibh)
laizevdl@gmail.com
A trama 12 homens e uma sentença, (1957), dirigida por Sidney Lumet, como o próprio título sugere narra a história de doze homens que são convocados a julgar um crime de homicídio, no qual o réu é um adolescente de 18 anos.
O jovem é suspeito de matar o próprio pai após uma discussão intensa. Todas as demais evidências recaem sobre o adolescente, o que compromete suas possibilidades de inocência e o deixa como principal e único suspeito.
O juiz deixa, portanto, sob responsabilidade de um júri, composto por doze homens com personalidades bem distintas, a decisão de inocentar ou incriminar o réu. Inicialmente, a partir de tantas evidências, os onze primeiros homens já acreditam na inteira culpa do suspeito e apenas um deles ainda acredita que o caso deve ser analisado e debatido, pelo menos até que suas dúvidas sejam sanadas.
O filme tem 96 minutos de duração e, desse total, apenas cerca de três minutos da trama apresentam ambientes diferentes. É em uma sala, pequena, sem ventilação e pouco iluminada que a obra se desenrola, e é nesse espaço limitado que os 12 homens debatem sobre o futuro do suspeito pelo assassinato. As péssimas condições da sala de júri contribuem para irritar os jurados e movê-los pelo caminho inicialmente mais simples, ou seja, acompanhar as versões majoritárias que incriminam o suspeito, sem dedicarem um tempo maior para estudar a questão.
A predominância de um único ambiente gera o preconceito de que a história será cansativa, parada, pela ausência de outros cenários, outros movimentos. Mas a articulação e entrosamento dos personagens e a maneira como a história é amarrada superam a ausência de outros recursos e prendem de forma surpreendente o espectador.
Os detalhes apresentados pelo protagonista, vivido pelo ator Henry Fonda, como argumentos que comprovem a inocência do suspeito geram uma reflexão muito forte nos demais jurados e atiçam o público. Pois o espectador não tem uma apresentação do crime; a história é apresentada gradativamente e a maneira como as cenas do crime são reconstituídas pelo protagonista, mostra como ele se posiciona de maneira racional e tem a intenção de dar seu parecer de maneira justa, após a análise dos fatos.
Muito suspense, dramaticidade, tensão e excelentes interpretações, recheiam a estória comovente de 12 homens e uma sentença. O filme foi o único trabalho de Henry Fonda como produtor e foi indicado a melhor filme no Festival de Berlim (1957); Oscar (1957) e British Academy Awards (1957) sendo o vencedor de melhor ator Estrangeiro (Henry Fonda).Saiba mais:
- Crítica do filme no You Tube
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