O fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)
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Sinopse
O filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é um filme francês que conta a história de uma menina que cresceu longe do contato com outras crianças. Tendo apenas a companhia de sua mãe, diretora de uma escola e do seu pai, um ex-médico do exército pouco sociável, a pequena cria então o seu próprio mundo. Quando Amélie vai morar sozinha descobre em seu apartamento uma caixinha de pertences de uma criança que residiu ali nos anos 50. Ela vai então a procura do dono, e quando consegue devolver, percebe a alegria do menino, que já é um homem. Então, decidi ajudar várias outras pessoas a serem felizes. Entretanto, para ela ainda faltava um amor, só que ela tem dificuldades de relacionamento com as pessoas, e a partir daí começa a história de Amélie Poulain.
Ficha técnica:
Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
País: França
Gênero: Comédia
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Audrey Tautou , Mathieu Kassovitz , Flore Guiet
Duração: 120 minutos
Distribuidora: Miramax Films
Site oficial: www.amelie-themovie.com
Trailer: http://www.adorocinema.com.br/filmes/amelie-poulain/amelie-poulain.asp
Forte
Sonhadora
Encantadora
Manipuladora
Normal
“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”
Sucesso francês de 2001 ganha o gosto do público e da crítica pela fotografia e trilha sonoraMagna Barbosa (7º período – UNI-BH)
mbc_dmx@yahoo.com.brO filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é francês, com o título original Le Fabuleux Destin D' Amélie Poulain. Conta a história de Amélie, vivida pela atriz Audrey Tautou, uma menina que cresceu longe do contato com outras crianças, tendo apenas a companhia da mãe, que era professora e vivia estressada e, do seu pai, um ex-médico do exército pouco sociável. A pequena cria então, o seu próprio mundo. Quando ela cresce, vai morar sozinha e, no momento em que é noticiada a morte da Lady Di, descobre em seu apartamento uma caixinha de pertences de uma criança que residiu ali nos anos 50. Ela vai à procura do dono. Quando consegue devolver e perceber a alegria do menino, que já é um homem, decide ajudar várias outras pessoas a serem felizes. Assim, tenta resolver o problema delas. Entretanto, para ela ainda faltava algo: um amor. Só que pela infância que teve Amélie tem dificuldades de se relacionar com as pessoas. Aí começa o desenrolar da trama.
O público pode esperar por um longa cheio de detalhes, elementos esses que levaram a algumas indicações ao Oscar em 2002, inclusive a de melhor filme estrangeiro. A aceitação nas salas de cinema americano superou as expectativas, levando-se em conta sua nacionalidade. Foi considerado um filme surpreendente, brilhante, engraçado e ardente como a vida, pelo The New York Times.
Ao assistir ao longa metragem, o espectador que já tiver lido o livro “Eles eram muitos cavalos”, do escritor mineiro Luiz Ruffato, irá encontrar algumas semelhanças entre o modo como as duas história são contadas. Como por exemplo, a questão do filme narrar outras histórias que acontecem ao mesmo tempo que o da personagem principal. Além, também, de situar o público no tempo e espaço e até mesmo a temperatura e umidade do ar em que a ação se passa.
Alguns elementos que se destacam na obra são a trilha sonora e a fotografia. A música tem um papel muito importante no conjunto como um todo, apesar de, às vezes, ficar meio subtendida, por se misturar às falas dos personagens, tomando assim um papel secundário, mas não menos importante. Já a fotografia é cheia de detalhes e traz um contraste belíssimo de cores, é algo muito marcante durante todas as cenas.
Além da indicação de melhor fotografia no Oscar, foi indicado a outros três prêmios na mesma categoria: Prêmio César na França, Prêmio BAFTA na Inglaterra e European Film Award, no qual levou a premiação máxima. O diretor de fotografia, Bruno Delbonnel, diz que após analisar algumas pinturas e imagens e companhia do diretor Jean-Pierre Jeunet, decidiram usar do verde e do vermelho como as principais tonalidades na produção, utilizando apenas de outras cores como ponto de equilíbrio nas cenas. O filme ainda foi colorido digitalmente para dar ao público a real intenção ou idéia de cada tomada. E, com certeza, são sensações que cada pessoa ao assistir poderá perceber facilmente pelo destaque ganhado no longa.
Outro fato que marca o filme é a presença de um narrador durante toda a história, com a sensação de se tratar de algo quase didático. O que torna o filme mais peculiar, criando com esse elemento incomum um ar de leveza e descontração. Ou, às vezes até mesmo uma estranheza, se levar em consideração que os personagens centrais Amélie e Nico, vivido por Matheu Kassovitz, não trocam uma palavra sequer depois do momento em que se conhecem e ficam juntos.
Mas, além dessa falta de diálogos entre os personagens centrais, há alguns erros que ficam bem declarados se o público observar bem. Como exemplo, a questão de como Amélie sabia que Dominique, o dono da caixa que ela encontrou em seu apartamento, iria passar naquele local perto da cabine, naquele exato momento e que seria ele a atender ao telefone, se ela não conhecia a rosto dele. Agora, uma curiosidade interessante é a presença do mesmo cego em três cenas: primeiro no metrô ouvindo música em uma vitrola quando Amélie conhece o Nino, depois em uma cena na tabacaria do café e por último quando Amélie o atravessa na rua descrevendo o que se passa. A luz que emana do personagem nesta cena cria uma idéia de maravilha ou até mesmo de que se tratava de um anjo.
O diretor Jean-Pierre Jeunet responsável por outras obras, como “Alien – A Ressurreição” (1997) e “Delikatessen” (1991), coloca um movimento de câmeras visível ao espectador muito interessante. Consegue inserir o público na história e dar leveza à cena. Esse é, na verdade, o próprio filme do diretor gravado em locações, o que foi de muita relevância, pelo fato de trazer um cenário característico e condizente com a proposta do roteiro e o bairro parisiense, Montmartre, no qual se desenvolve a história.
A mistura de drama, comédia e romance parece criar em quem assiste um sentimento, de tristeza ou medo de enfrentar a vida. Entretanto, o público não deve esperar por algo que fuja muito dos parâmetros de um filme francês. Visto que trabalha muito com uma leveza e a sutileza, em que é preciso estar preparado para assistir a duas horas de uma obra riquíssima em detalhes e peculiaridades. Em que rever a obra por uma ou duas vezes, principalmente no idioma original, é quase obrigatório para se entender melhor todo cerne da história e as intenções do autor.
Curiosidade
Recebeu 5 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Roteiro Original.
Saiba mais:- www.adorocinema.com.br
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