A
cirurgia plástica é requisitada precipalmente para fins
estéticos. Contudo, muitas pessoas recorrem ao bisturi para fins curativos e
corretivos em busca da solução de seus complexos.
O que muitos não sabem é que a cirurgia
reparadora pode ser realizada gratuitamente. Porém, a
gratuidade é concedida apenas aos
pacientes que nasceram com algum tipo de deficiência ou
sofrem com sequelas físicas originadas de acidentes ou
de tratamentos médicos.
Quando é este o caso, o Sistema Único de Saúde (SUS)
realiza a inserção social de pessoas com problemas
físicos e estéticos, por intermédio do atendimento
médico realizado em hospitais universitários,
hospitais-escola ou da rede pública.
Considerados procedimentos de alta complexidade,
conforme dados do Ministério da Saúde, 27% das cirurgias
realizadas estão relacionadas às plásticas de mama,
tanto masculinas como femininas, em especial, as
cirurgias plásticas de reconstrução mamária após
mastectomia (remoção do seio com câncer). Em segundo
lugar, com 26% dos casos, estão as causadas por traumas,
como acidentes de carro, acidentes com objetos cortantes
e queimaduras. Por fim, dentre as demais cirurgias
procuradas estão as corretivas de Fendaplalatina,
lábio leporino, deformações derivadas de queimaduras,
abdominoplastia para remoção de excesso de pele após
cirurgia de redução de estômago e deficiências ou
deformidades no rosto. Ainda, de acordo com o referido
órgão, entre os anos de 2002 e 2003 foram realizadas
cerca de 72 mil cirurgias plásticas reparatórias.
Regulamentando a gratuidade dos procedimentos,
a Lei no 9.656/98 que dispõe sobre
planos e seguros privados de assistência à saúde foi
alterada pela lei federal nº 10.223/01 que regularizou a
obrigatoriedade de cirurgia plástica reparadora de mama
por planos e seguros privados de assistência à saúde nos
casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer.
Através desta lei, os planos de saúde passaram a ter a
obrigatoriedade de oferecer o serviço de cirurgia
plástica para mulheres mastectomizadas, ou seja, aquelas
que tiveram o tecido mamário retirado devido a tumores
malignos.
Para ter
direito a uma cirurgia
gratuita
pelo SUS, é necessário procurar a Secretaria de Saúde
Municipal e apresentar a documentação exigida. Dependendo da necessidade individual,
o paciente
será este submetido a uma avaliação psicológica, que
pesquisará o estado emocional e a possibilidade do
paciente suportar a cirurgia e possíveis imprevistos.